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Ficção Científica Literária e Feminista na TrekkerCon 2017

Roberto Causo e sua esposa Finisia Fideli participaram da TrekkerCon 2017, em painéis sobre ficção científica literária e as mulheres que fizeram o universo de Jornada nas Estrelas.

A convite do Almirante César Augusto, do fã-clube Star Trekkers, Finisia Fideli e Roberto Causo participaram dessa convenção, nas dependências do SENAC da Aclimação, em São Paulo. O evento aconteceu em 23 de setembro de 2017.

 

Causo participou no painel “Bate Papo Sobre Ficção Científica Literária”, que reuniu também o editor e promotor cultural Silvio Alexandre, o ator e roteirista de quadrinhos e cinema Felipe Folgosi, e o moderador César Augusto. O centro da conversa foi a situação atual do mercado para literatura e quadrinhos de FC no Brasil, o papel do financiamento coletivo (crowdfunding) como alternativa de obtenção de recursos, quais preconceitos sofre o autor nacional, se a ascensão da “cultura nerd/geek” teve impacto na área, e como a FC brasileira e o próprio país lidam com as questões de ciência e tecnologia, em comparação com os países desenvolvidos. Houve boa participação da plateia — uma pessoa lembrou-se, inclusive, de Causo na Isaac Asimov Magazine: Contos de Ficção Científica (1990-1993). Folgosi pôde falar da sua história em quadrinhos Aurora, que Causo teve chance de resenhar no site do Who’s Geek, e do seu novo álbum, Comunhão (IHQ, 2017), com arte de J. B. Bastos. Um exemplar de Glória Sombria, parte da série As Lições do Matador, de Causo, foi sorteado no final do bate papo.

 

Finisia Fideli fez parte do painel “Mulheres que Fizeram Jornada”, ao lado de Fabíola Forchin, Aino Alex, e Karol Souto, com mediação da oficial klingon Nair Flores, do Star Trekkers. É bom lembrar que foi Finisia quem, em tempos modernos, lá em 1996, inaugurou o questionamento da situação da mulher na ficção científica. O foco então — e desde então — foram os estereótipos femininos e o que eles denunciam do pensamento machista ou patriarcal de escritores, roteirista e editores. Felizmente, o painel na TrekkerCon escapou desse assunto já um pouco cansado. As mulheres no painel falaram sobre como o universo de Star Trek e a ficção científica fizeram parte da sua formação, a importância das mulheres na franquia, as dificuldades que as mulheres sofrem na comunidade de fãs de ficção científica, e o cosplay no dia a dia. Chamou a atenção a atitude positiva, pró-ativa e orgulhosa das mulheres, que não dão uma ênfase tão grande às cretinices masculinas, do que a militância formada nas redes sociais costuma dar. Talvez por serem todas elas profissionais independentes, cada uma com o seu próprio negócio. Pena que a conversa foi curta. Finisia sorteou um exemplar da antologia Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica (Devir Brasil, 2007), que traz o seu conto clássico “Exercícios de Silêncio“, de 1983.

O casal ainda foi adquirir Comunhão e pegar o autógrafo de Folgosi, no quinto andar do local do evento. Lá, Causo se encantou com a arte da ilustradora Gio Guimarães, e adquiriu dela o seu Sketchbook II (Bohemian Fox, 2016) e o print de uma arte de Star Trek, no estilo desta aqui. Certamente, uma artista de nível internacional, que vale acompanhar. Estavam por lá também os fãs L. Klink Jr. e Gustavo Borges, além dos escritores Renato A. Azevedo e Márcia Lins Zotarelli.

Finisia Fideli e Roberto Causo agradecem a César Augusto, pela oportunidade de falar na TrekkerCon 2017.

 

TrekkerCon 2017: Roberto Causo fala sobre ciência e ficção científica no Brasil no evento do clube Star Trekkers

 

TrekkerCon 2017: Roberto Causo, Felipe Folgosi, César Augusto, Silvio Alexandre

 

TrekkerCon 2017: Finisia Fideli e Aino Alex

 

TrekkerCon 2017: Finisia apresenta o sorteio da antologia Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica

 

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Pronta a arte de frontispício de “Mestre das Marés”

“Mestre das Marés”, o segundo romance da série As Lições do Matador, terá nova arte de frontispício. A imagem mostra uma espaçonave da classe “Jaguar”, a paisagem de um planeta devastado, e a insígnia do 28.º Grupo Armado de Reconhecimento Profundo, os “Jaguares”.

Firedrake Gamma-M é um planeta joviano atingido pelo jato relativístico de um buraco negro de 500 massas solares.

Para os cientistas humanos, essa estrela desmoronada sobre si mesma e com altíssima densidade era chamada informalmente de Firedrake, o dragão que respira fogo. Os alienígenas conhecidos como o Povo de Riv têm outro nome para ele: Agu-Du’svarah, “O Mestre das Marés”.

Quando uma estação internacional de pesquisa é atacada pelas naves-robôs dos misteriosos alienígenas chamados tadais, o Capitão Jonas Peregrino e os seus Jaguares são enviados para resgatar os sobreviventes. Mas os cientistas encontraram uma impossível máquina tadai instalada nos subterrâneos do planeta em que se refugiaram, um mundo devastado pela maior força energética conhecida no universo: o jato relativístico de partículas aceleradas pela dinâmica do buraco negro.

A arte digital em tons de cinza é de R. S. Causo, e a insígnia dos jaguares é criação do designer Daniel Abrahão. A nave obedece às soluções de design do pincel digital de Vagner Vargas.

 

Arte de R. S. Causo

 

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