Zona 3 de Expansão Humana

Penúltima fronteira humana no espaço

Um cilindro de mil anos-luz de raio e mil anos-luz de altura a partir do Sol, obedecendo ao plano da eclíptica da Via Láctea, a Zona 3 de Expansão Humana é de difícil administração e controle. Embora ainda receba os principais incentivos para colonização, os mundos da Zona 3 possuem, em sua maioria, um relacionamento de desconfiança em relação aos centros administrativos e às forças políticas da Zona 1.

 

Os contatos com espécies alienígenas na Zona 3 também são mais complicados, tensos e propensos a atritos, do que na já consolidada Zona 2. O antecipado intercâmbio produtivo com outras civilizações — um dos principais motivadores dessa Expansão — deixa a desejar e os colonos se sentem mais desamparados em relação a possíveis conflitos.

 

Com baixa densidade demográfica humana e baixo desenvolvimento, e exposta dessa maneira, a Zona 3 transmite aquela imagem de sertão e de fronteira selvagem que atrai aventureiros e aproveitadores, com uma adesão não muito grande aos ditâmes dos centros administrativos.

 

Por tudo isso, as notícias vindas da Esfera, a respeito das primeiras vitórias contra os tadais (percebidos como uma ameaça junto às colônias estabelecidas no vetor de expansão voltado para o núcleo da galáxia), foram recebidas com muito mais interesse na Zona 3 do que nas Zonas 1 e 2.

 

Por outro lado, a transformação da Esfera na Zona 4 de Expansão Humana, após a Retração Tadai, é percebida por muitos como sendo uma séria ameaça ao progresso da região. Na Esfera, a interação com espécies alienígenas avançadas é muito mais produtiva, e a oferta de mundos colonizáveis é substancialmente maior. Os colonos da Zona 3 temem cair ainda mais no esquecimento.