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Vídeo de Silvio César Sobre “Shiroma, Matadora Ciborgue”

 

O fã de quadrinhos e ficção científica Silvio César recomenda, no canal do Grupo Avançado no YouTube, a leitura do livro de Roberto Causo Shiroma, Matadora Ciborgue (Devir Brasil, 2015), destacando o tratamento psicológico e a qualidade humana da personagem.

 

Silvio César

Silvio César

 

 

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“Shiroma, Matadora Ciborgue” resenhado no último “Guia da Folha”

Shiroma Matadora Ciborgue

Arte de capa: Vagner Vargas

O renomado escritor Nelson de Oliveira, autor dos romances Poeira: Demônios e Maldições e Subsolo Infinito, fez uma resenha da coletânea Shiroma, Matadora Ciborgue (Devir Brasil, 2015), de Roberto Causo. A resenha apareceu no “Guia Livros, Discos, Filmes” da Folha de S. Paulo, edição de 30 de abril de 2016. Essa foi, infelizmente, a última edição do guia, criado para a Folha pelo crítico literário Manuel da Costa Pinto. Enquanto existiu, o guia escalava personalidades literárias e artísticas de importância reconhecida para escrever resenhas breves de obras nacionais e estrangeiras. Vai deixar saudades.

Na resenha, Nelson de Oliveira escreve: “A capa não deixa dúvidas: um livro de ficção científica. Para piorar: de um autor brasuca. Um autor insistente — afinal, Roberto de Sousa Causo vem publicando regularmente, aqui e lá fora, desde 1989.

“Na cabeça de muito leitor, a insistência na ficção científica (assunto de gringo?) só pode significar uma coisa: dólares, centenas de milhares. Garantimos que não. O autor não enriqueceu, longe disso. Mas conquistou posição central no círculo mais externo de nossa literatura. Porque a ficção científica, saibam, sempre foi a nossa ‘literatura’ marginal.

“Shiroma é uma pós-humana: uma garota geneticamente aperfeiçoada, com implantes biocibernéticos e inteligência incomum. É também uma das personagens femininas mais interessantes da contística atual, em tempos de igualdade de gênero e empoderamento da mulher. Ela protagoniza 11 contos de ação e reflexão, em que se entrelaçam perenes conflitos sociais e morais, tangidos por uma tecnologia ‘indistinguível da magia’, como diria Arthur C. Clarke.”

 

O último guia

O último guia

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Escritor Carlos Rocha resenha “Shiroma, Matadora Ciborgue”

“Shiroma, Matadora Ciborgue” vem recebendo resenhas elogiosas na Internet

 

O escritor Carlos Rocha é muito ativo como crítico literário do site Selo Multiversos Editorial, dando muita atenção à presente produção brasileira de ficção especulativa. Em abril de 2016, ele resenhou Shiroma, Matadora Ciborgue (Devir Brasil, 2015), de Roberto Causo, o primeiro livro de histórias da heroína que partilha com Jonas Peregrino o Universo GalAxis.

 

Rocha começa admitindo que não tem lido muita ficção científica ultimamente, mas que, tendo resenhado o primeiro romance de Causo, A Corrida do Rinoceronte (Devir Brasil, 2006), e algumas de suas histórias dentro da série de fantasia heroica, a Saga de Tajarê, dirigiu seu interesse à coletânea com as aventuras de Shiroma.

Shiroma Matadora Ciborgue

Arte de capa: Vagner Vargas

“Li o suficiente de romances de autores estrangeiros de FC para dizer que Shiroma, Matadora Ciborgue, é um bom livro e que poderá agradar muito aos fãs de ficção científica”, Rocha escreve na sua resenha perceptiva e elogiosa.

E ainda: “[Protagonizado] por uma anti-heroína, letal assassina trans-humana, no caso, uma ciborgue, o livro é organizado numa sucessão de contos cronologicamente relacionados e que acabam dando ao conjunto da obra um aspecto de romance, mas com narrativa episódica. Entende-se que o autor, quando criou a obra, o fez por partes e ao longo do tempo, um conto de cada vez, até que a soma deles veio a configurar uma única publicação. Este fato leva à presença de alguns trechos com recapitulações, dentro de cada conto, mas que não chegam a incomodar.

“A ambientação é bastante interessante. Os contos se passam no século XXV, num futuro em que a raça humana está em expansão, colonizando mundos em zonas relativamente próximas à Terra. Neste cenário, há forte influência de corporações na política. Há registro de outras civilizações e raças inteligentes, mas que nesses contos, isso tem pouca relevância. Exceto por um dos contos, em que a assassina interage com uma interessante dupla de gneifohros, alienígenas inteligentes que lembram cães. Este livro ocorre no mesmo universo ficcional (GalAxis) do romance Glória Sombria e de outros tantos contos e noveletas…”

 

Conheça mais da avaliação de Carlos Rocha

“O livro começa com um conto de origem, protagonizado pela mãe de Shiroma, Mara Nunes, também uma ciborgue, mas de um modelo menos avançado. E daí para frente, seguimos a trajetória da filha, Bella Nunes. O tema central dos contos são as missões de Shiroma como assassina e o impacto disto em sua psique, de algum modo frágil, e sua própria forma de lidar com sua situação: a de ser uma espécie de prisioneira nas mãos de uma dupla de criminosos, Tera e Tiago, que são personagens recorrentes na trama. Em meio à ação, intrigas e perigos mortais, a protagonista tenta traçar seu próprio destino e se recuperar do trauma de ter sido tirada de sua mãe e de sua terra natal, além de perder a própria identidade e seu nome. Um dos aspectos instigantes da obra são os dilemas morais enfrentados por Shiroma.

“Shiroma é um tipo de ciborgue de tecnologia mais avançada e ainda desconhecida para o grande público, que mistura avanços nanotecnológicos e genéticos. Treinada desde criança para se tornar uma assassina implacável, há algo de humano que ainda ressoa em seu interior e que a impede de simplesmente agir sempre do modo que seus captores desejariam.

“Os contos possuem tonalidades diferentes, mas com um fio condutor em comum. Exceto um deles, no qual a protagonista não possui uma participação direta, sendo este tratado do ponto de vista de outros personagens, enquanto as ações de sua atuação são investigadas. E isso permite ao leitor um vislumbre diferente de outros aspectos constantes desta ambientação.

“Gostei o bastante para decidir que uma de minhas próximas leituras será o romance Glória Sombria, protagonizado pelo herói Jonas Peregrino, que é citado em um dos contos desta obra.”

 

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Primeira resenha de “Shiroma” aparece em site feminista

“Shiroma, Matadora Ciborgue” é resenhado no site do coletivo Minas Nerds.

 

A escritora Camila Fernandes destacou os aspectos feministas do primeiro livro de histórias de Shiroma, para o site do coletivo Minas Nerds, dedicado ao fortalecimento da presença feminina na cultura nerd/geek.

 

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Em sua resenha, Camila Fernandes, uma das editoras de literatura do site Minas Nerds, enxerga o livro Shiroma, Matadora Ciborgue (Devir Brasil; 2015), de Roberto Causo, como um romance fix-up, “formado por contos e noveletas que podem ou não ter sido inicialmente interligados”.

“Neste caso, com certeza fazem parte de uma história maior desde o começo”, escreve. “Contam a trajetória de alguém cuja vontade e identidade outros tentaram anular, para substituir com obrigações e objetivos que servem a conveniências alheias. Ou seja, a história de muitas mulheres da vida real. Só que Shiroma é uma pós-humana, alguém com capacidades físicas e intelectuais aumentadas – e muito, muito perigosa.”

“Em anos anteriores”, ela continua, “eu já havia lido alguns desses contos. Lembrava-me deles justamente por serem narrativas de ação centradas numa personagem feminina que não estava ali nem para ser salva, nem para servir às vontades românticas ou eróticas de ninguém. Das onze histórias, só uma não é contada do ponto de vista dela.”

Fernandes, autora do livro de contos Reino das Névoas: Contos de Fadas para Adultos e recente ganhadora do Prêmio Hydra criado por Christopher Kastensmidt, observa enfim, sobre Shiroma, Matadora Ciborgue: “Considerando que pessoalmente não sou muito afeita a histórias de ação, gostei do livro. As aventuras recheadas de colônias extraterrestres, espécies alienígenas, armamentos, nanotecnologia, conspiração, trans-humanismo e dilemas morais proporcionam uma leitura divertida.”

 

Shiroma Matadora Ciborgue

Arte de capa: Vagner Vargas

 

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