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Causo Participa de Mesa na Uninove, em São Paulo

Em 6 de outubro de 2017, a convite do Prof. Elton Furlanetto, Roberto Causo falou na Jornada de Tradução e Interpretação, no âmbito do curso de Letras Inglês, juntamente com o escritor mainstream Mauro Paz.

A Universidade Nove de Julho tem um campus enorme na Av. Mattarazzo, em São Paulo. Em 5, 6 e 7 de outubro, o curso de Letras Inglês organizou a Jornada de Tradução e Interpretação. Um dos organizadores, o Prof. Elton Furlanetto, convidou Roberto Causo a participar de um bate-papo com o escritor Mauro Paz, autor do romance Entre Lembrar e Esquecer (Editora Patuá, 2017), para uma platéia de uns quarenta alunos e professores.

Elton Furlanetto e Mauro Paz.

Antes de irem para o palco, Causo tirou sua camisa xadrez, porque o padrão era quase idêntico ao de Mauro Paz. Isso deu chance a ele de exibir a sua camiseta de Star Wars…

Elton fez a mediação, perguntando como os dois escritores entraram no mundo da literatura, quais foram suas dificuldades iniciais, e o trabalho de cada um. Paz, que começou como letrista de banda de rock, falou do seu projeto Istacontos, de pequenas narrativas inspiradas em fotografias que ele mesmo realiza. Também das dificuldades iniciais, escrevendo ainda enquanto vivia em Porto Alegre, e reconhecendo que atualmente a abertura para a literatura brasileira é bem maior. Ele fez oficinas lá em Porto Alegre, como aquela famosa dirigida por Assis Brasil, e publicou pela primeira vez em 2002. Seu livro mais recente é Entre Lembrar e Esquecer, inspirado em um incidente real envolvendo o assassinato de um jovem negro em Porto Alegre, mas com circunstâncias familiares e sociais ficcionalizadas. Nele, Paz interroga o que é ser negro no Brasil — e no Sul, em especial, onde, segundo ele, a problemática é particularmente difícil. Roberto Causo notou que ambos têm esse ponto em comum: dois escritores caucasianos que escreveram sobre a situação do afro-descendente — Causo com o seu primeiro romance, a fantasia contemporânea A Corrida do Rinoceronte (2008).

Os dois escritores puderam usar um laptop com conexão de internet e Powerpoint para apresentar parte do seu trabalho aos presentes. Causo abriu justamente a página de GalAxis, Conflito e Intriga no Século 25. Paz mostrou os seus Istacontos. Também falou-se da importância da tradução para a formação dos dois escritores.

Da plateia veio uma pergunta sobre a ficção científica como aventura e como literatura de entretenimento, se ela se restringe a isso. Causo apontou que o gênero remonta ao século 19 e mesmo antes, e que sempre houve espaço para discussões sociológicas (como na utopia, um ramo ainda anterior). Noutro plano, o conto cautelar (como em alguns dos livros de H. G. Wells e nas histórias de guerra futura) discutia o status quo e as faltas da sociedade ocidental. Na década de 1950, a FC passa a ser vista com mais seriedade — mesmo porque a realidade se aproxima do gênero, com as armas nucleares, computadores e satélites artificiais —, e os escritores tornaram-se mais ambiciosos em termos literários. Na década seguinte, a New Wave promove uma aproximação ainda maior com o mainstream. Hoje, a FC está em parte tão misturada com o pós-modernismo americano, que tem gente reclamando dela ter perdido a sua originalidade inicial.

Mauro Paz lembrou que o novo filme de Denis Villeneuve, Blade Runner 2049, motivou um artigo no The Guardian apontando as razões do seu enfoque ser importante para o momento político que o planeta vive agora. Daí que a ficção científica tem o que dizer sobre a época e o que contribuir para discussões mais profundas e intelectuais.

Da plateia também veio uma pergunta sobre como lidamos com o bloqueio de escrita. Paz desse que nunca teve esse problema, pelo contrário, a dificuldade é explorar as suas muitas ideias dentro de um tema significativo como o de Entre Lembrar e Esquecer. A mesma pessoa perguntou sobre FC e feminismo, e Causo lembrou de Herland: A Terra das Mulheres (1915), de Charlotte Perkins Gilman, e de, antes dela, a brasileira Emilia Freitas e seu romance A Rainha do Ignoto (1899). Na década de 1960, Dinah Silveira de Queiroz em contos como o seu “O Carioca” (1960). Modernamente, Finisia Fideli, a esposa de Causo, trouxe em 1996 a discussão do lugar da mulher na FC, junto à comunidade brasileira de ficção científica. A Mão Esquerda da Escuridão (1969), de Ursula K. Le Guin também foi discutida por Causo e Furlanetto, e, seguindo uma dica dele, Causo mencionou o Manifesto Irradiativo — iniciativa local que busca trazer maior representatividade à literatura brasileira. A pesquisadora Libby Ginway também foi mencionada (Furlanetto passou uma temporada estudando com ela na University of Florida em Gainesville).

Livros foram sorteados e a mesa-redonda terminou com uma rápida sessão de autógrafos, antes da próxima atividade. Foi uma boa conversa, e Causo agradece o convite de Elton Furlanetto e a boa vontade dos outros participantes do evento, inclusive de Mauro Paz.

 

Roberto Causo e Mauro Paz: camisas quase iguais.

 

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Ficção Científica Literária e Feminista na TrekkerCon 2017

Roberto Causo e sua esposa Finisia Fideli participaram da TrekkerCon 2017, em painéis sobre ficção científica literária e as mulheres que fizeram o universo de Jornada nas Estrelas.

A convite do Almirante César Augusto, do fã-clube Star Trekkers, Finisia Fideli e Roberto Causo participaram dessa convenção, nas dependências do SENAC da Aclimação, em São Paulo. O evento aconteceu em 23 de setembro de 2017.

 

Causo participou no painel “Bate Papo Sobre Ficção Científica Literária”, que reuniu também o editor e promotor cultural Silvio Alexandre, o ator e roteirista de quadrinhos e cinema Felipe Folgosi, e o moderador César Augusto. O centro da conversa foi a situação atual do mercado para literatura e quadrinhos de FC no Brasil, o papel do financiamento coletivo (crowdfunding) como alternativa de obtenção de recursos, quais preconceitos sofre o autor nacional, se a ascensão da “cultura nerd/geek” teve impacto na área, e como a FC brasileira e o próprio país lidam com as questões de ciência e tecnologia, em comparação com os países desenvolvidos. Houve boa participação da plateia — uma pessoa lembrou-se, inclusive, de Causo na Isaac Asimov Magazine: Contos de Ficção Científica (1990-1993). Folgosi pôde falar da sua história em quadrinhos Aurora, que Causo teve chance de resenhar no site do Who’s Geek, e do seu novo álbum, Comunhão (IHQ, 2017), com arte de J. B. Bastos. Um exemplar de Glória Sombria, parte da série As Lições do Matador, de Causo, foi sorteado no final do bate papo.

 

Finisia Fideli fez parte do painel “Mulheres que Fizeram Jornada”, ao lado de Fabíola Forchin, Aino Alex, e Karol Souto, com mediação da oficial klingon Nair Flores, do Star Trekkers. É bom lembrar que foi Finisia quem, em tempos modernos, lá em 1996, inaugurou o questionamento da situação da mulher na ficção científica. O foco então — e desde então — foram os estereótipos femininos e o que eles denunciam do pensamento machista ou patriarcal de escritores, roteirista e editores. Felizmente, o painel na TrekkerCon escapou desse assunto já um pouco cansado. As mulheres no painel falaram sobre como o universo de Star Trek e a ficção científica fizeram parte da sua formação, a importância das mulheres na franquia, as dificuldades que as mulheres sofrem na comunidade de fãs de ficção científica, e o cosplay no dia a dia. Chamou a atenção a atitude positiva, pró-ativa e orgulhosa das mulheres, que não dão uma ênfase tão grande às cretinices masculinas, do que a militância formada nas redes sociais costuma dar. Talvez por serem todas elas profissionais independentes, cada uma com o seu próprio negócio. Pena que a conversa foi curta. Finisia sorteou um exemplar da antologia Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica (Devir Brasil, 2007), que traz o seu conto clássico “Exercícios de Silêncio“, de 1983.

O casal ainda foi adquirir Comunhão e pegar o autógrafo de Folgosi, no quinto andar do local do evento. Lá, Causo se encantou com a arte da ilustradora Gio Guimarães, e adquiriu dela o seu Sketchbook II (Bohemian Fox, 2016) e o print de uma arte de Star Trek, no estilo desta aqui. Certamente, uma artista de nível internacional, que vale acompanhar. Estavam por lá também os fãs L. Klink Jr. e Gustavo Borges, além dos escritores Renato A. Azevedo e Márcia Lins Zotarelli.

Finisia Fideli e Roberto Causo agradecem a César Augusto, pela oportunidade de falar na TrekkerCon 2017.

 

TrekkerCon 2017: Roberto Causo fala sobre ciência e ficção científica no Brasil no evento do clube Star Trekkers

 

TrekkerCon 2017: Roberto Causo, Felipe Folgosi, César Augusto, Silvio Alexandre

 

TrekkerCon 2017: Finisia Fideli e Aino Alex

 

TrekkerCon 2017: Finisia apresenta o sorteio da antologia Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica

 

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Roberto Causo no Encontro Alpha Fiction

O escritor divulgou seus livros Glória Sombria e Shiroma, Matadora Ciborgue, no evento trekker em 28 de fevereiro de 2016, e discutiu a situação da ficção científica no mercado editorial brasileiro.

 

Aconteceu em 28 de fevereiro o evento “Alpha Fiction: Ficção, Ciência e Literatura” na Biblioteca Mário Schenberg, Lapa, São Paulo, organizado por Silvia Reis e Douglas Camillo-Reis. Dentre as muitas atividades, um painel com os escritores brasileiros de ficção científica Ivan Carlos Regina (criador do Movimento Antropofágico da Ficção Científica Brasileira), Renato A. Azevedo, Márcia Lins Zotarelli e Roberto Causo, mediado por Silvia e Douglas.

Causo falou um pouco da história da ficção científica brasileira, do século XIX (o “Período Pioneiro”) até o presente (a “Terceira Onda da Ficção Científica Brasileira”), e divulgou os seus livros mais recentes, Glória Sombria (2013) e Shiroma, Matadora Ciborgue (2015), ambos parte do Universo GalAxis.

Entre as atrações dessa edição do Alpha Fiction, havia no palco um objeto de cena aludindo ao teletransporte da série clássica de Jornada nas Estrelas, no qual os participantes puderam tirar fotos, além da exibição de vídeos de séries de space opera (incluindo aí o reboot da série de animação japonesa Yamato/Patrulha Estelar) e um documentário científico sobre a recente descoberta das ondas gravitacionais previstas por Albert Einstein.

 

Silvia Reis, Roberto Causo, Márcia Lins Zotarelli, Renato A. Azevedo e Ivan Carlos Regina

Silvia Reis, Roberto Causo, Márcia Lins Zotarelli, Renato A. Azevedo e Ivan Carlos Regina

Roberto Causo agradece a Silvia Reis pela oportunidade de participar do encontro.

 

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Primeiro livro de Shiroma é lançado na Comic Con Experience 2015

Shiroma Matadora Ciborgue

Arte de capa: Vagner Vargas

Sessão de autógrafos com autor e capista no estande da Devir Brasil marcou o lançamento de Shiroma, Matadora Ciborgue

 

Patrycia Ayres, Roberto Causo, Vagner Vargas

Patrycia Ayres,
Roberto Causo,
Vagner Vargas

Aconteceu em 5 de dezembro, durante a Comic Con Experience 2015, o lançamento do primeiro livro da personagem Shiroma — Shiroma, Matadora Ciborgue, publicado pela Devir Brasil. Ao contrário da maioria dos lançamentos, o desse livro contou com a presença do autor Roberto Causo, do capista Vagner Vargas, e da modelo que inspirou Vagner, Patrycia Ayres.

 

Shiroma, Matadora Ciborgue coleciona as primeiras seis aventuras da personagem, publicadas originalmente nas revistas do Projeto Portal de Nelson de Oliveira (que fez a introdução do livro). Além desses contos, o livro traz mais cinco histórias inéditas, formando um arco narrativo completo, com o primeiro ciclo de aventuras de Shiroma.

Silvio César

Silvio César

Eraldo Miranda, Daniel Abrahão, Laís Mendonça

Eraldo Miranda, Daniel Abrahão, Laís Mendonça

A personagem faz parte do Universo GalAxis, que também abriga a série As Lições do Matador, protagonizadas por Jonas Peregrino, o herói do romance Glória Sombria: A Primeira Missão do Matador (2013). Daí a presença no lançamento de leitores que já conheciam o romance de Peregrino — como Silvio César, que veio de Caiucaia, no Ceará, para a Comic Con e trouxe com ele um exemplar de Glória Sombria e outro de Selva Brasil, também de Causo, para serem autografados.

O grupo do Desire Universe, liderado por Daniel Abrahão, que estava no estande da Devir promovendo sua campanha de financiamento coletivo no Catarse, apoiou o lançamento — assim como o escritor Caio Bezarias, que lançou o seu romance Shimandur, a Cidade da Chuva, logo a seguir. Também estiveram lá a escritora e editora Ana Cristina Rodrigues, a escritora Laís Mendonça, o folclorista Eraldo Miranda, o criador de jogos Gustavo Barreto (de Don Capollo) e o ilustrador Diego Cunha — e os familiares de Causo, Finisia & Roberto Fideli (com a namorada Gabriela Colicigno).

 

Roberto Causo agradece a Douglas Quinta Reis, um dos diretores da Devir, pela oportunidade de lançar o livro durante a Comic Con Experience, e ao pessoal do estande pelo apoio durante a sessão de autógrafos.

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Roberto Causo fala de space opera na GalactiCon II

O autor das séries de space opera As Lições do Matador e Shiroma, Matadora Ciborgue falou desse subgênero da ficção científica na GalactiCon II, em São Paulo.

 

Organizada pelo fã-clube Battlestar Galactica Brasil, a GalactiCon II aconteceu em 17 de outubro de 2015 na Biblioteca Viriato Corrêa, em São Paulo. Convidado pelos organizadores Márcia Klimiuc e Samir Fabiano, Roberto Causo deu uma palestra às 14h30 sobre space opera, o subgênero da FC à qual pertence a série de TV Battlestar Galactica e outros grandes sucessos do cinema, da televisão, da literatura e dos videogames. A palestra dedicou-se justamente a fazer um panorama das origens (em fins do século XIX) e dos diversos exemplos de space opera, com especial atenção para a space opera militar, à qual pertence a série As Lições do Matador.

 

Durante a palestra, foi apresentada pela primeira vez (ainda em uma versão preliminar) a ilustração de capa de Shiroma, Matadora Ciborgue, criada pelo artista Vagner Vargas. Também foi apresentada pela primeira vez a arte digital de Sylvio Monteiro Deutsch, “Going to Space”, inspirada no romance Glória Sombria: A Primeira Missão do Matador, de Causo.

 

Fotos: Gabriela Colicigno.

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